Uma das grandes utilidades das casas inteligentes é poder ajudar pessoas com algum tipo de dificuldade motora ou simplesmente…..preguiçosos! 

Uma simples rotina matinal que consista em acordar, acender as luzes e levantar os estores pode ser uma tarefa hercúlea para uma pessoa fisicamente debilitada, especialmente se tiver de o fazer em várias divisões da casa.

Através da automação de interruptores existentes é possível realizar todas estas tarefas em simultâneo com um simples toque. 

Um exemplo prático, imagine um interruptor duplo

Quando liga o interruptor direito, todos os estores da casa abrem (pode inclusivamente definir a que percentagem), quando o desliga todos os estores fecham. 

Quando liga o interruptor esquerdo todas as luzes (ou um conjunto pré-definido) acendem, quando o desliga todas as luzes se apagam.

Não tem um interruptor duplo ou pretende realizar mais acções? Não há problema!

Podem ser definidas múltiplas rotinas baseadas em ligar/desligar os interruptores, sequência de acções (ligar/desligar/ligar/desligar) ou ficar a pressionar o interruptor.

Até tem um interruptor mas está num sítio de difícil acesso (lembre-se que estamos a falar de pessoas fisicamente debilitadas)? Existem opções! 

Pode ser instalado um interruptor que funciona com pilhas (duram aproximadamente 2 anos) e que é colado à parede.

Mesmo assim é complicado? Pode ter um interruptor portátil também a pilhas (dimensões aproximadas de 4cm por 4cm) onde pode automatizar uma série de rotinas (até 12 rotinas diferentes).

Outro exemplo, imagine que se senta no sofá para ver televisão. Potencialmente irá necessitar do comando da televisão e do comando da box. 

E se quiser ligar o sistema de som? Precisa de outro comando. 

E se a claridade que entra pela janela estiver a fazer reflexo na televisão? Precisa de baixar o estore

E se quiser ligar o ar condicionado? Precisa de outro comando.

Está a imaginar a quantidade de viagens necessárias para realizar todas estas acções? Não é nada fácil, especialmente se a pessoa tiver algum tipo de dificuldade motora.

A boa notícia é que todas estas acções se podem traduzir num conjunto de automações e agregadas num único ponto de controlo, o verdadeiro comando universal!

Então e o que pode ser esse “único ponto de controlo”? 

A solução mais completa passa por ter um comando semelhante a um comando de televisão que, além dos botões típicos, tem também botões específicos que podem accionar automações pré definidas.

Lembram-se do interruptor portátil que falámos acima? Também pode ser usado para actuar como ponto de controlo mas sempre muito mais limitado porque não tem o mesmo número de botões.

Outra possibilidade é a utilização de uma aplicação no telemóvel ou num tablet que permite total controlo sobre todas as automações e equipamentos.

Por último, referir que o controlo por voz também é possível permitindo ao utilizador dar comandos simples como “baixar o estore para 30%”, “definir a temperatura para os 23ºC” e  “ligar a televisão” e comandos complexos como “quero continuar a ver a Casa de Papel” que liga a televisão, inicia a Netflix e resume o último episódio.

Mais uma vez, as possibilidades são infinitas e apenas limitadas pela sua imaginação. Quer tenha ou não algum tipo de dificuldade motora, estas automações são desenhadas para lhe facilitar a vida e aumentar o seu nível de conforto.

Precisa de Internet em casa para ter uma casa inteligente? Não!

No próximo post iremos explorar como é que os vários componentes da automação residencial comunicam entre si, quais as alternativas existentes e as suas vantagens e desvantagens.


Se leu até aqui e já está convencido que quer uma casa inteligente mas não sabe como começar e pretende receber ajuda personalizada, consulte a seção de extras ou torne-se membro da página.